sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A competente Dra. Lúcia

Responde as dúvidas de ouvintes em uma estação de rádio ao vivo !

Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Meu nome é Júlia. É verdade que a gente
pode engravidar em um banheiro público?
Drª.Lúcia: - Sim! Acho melhor você parar de trepar lá!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Geisy e eu queria saber porque
a fantasia dos homens é transar com nossa melhor amiga?
Drª.Lúcia: - Nada disso! A fantasia deles é comer sua irmã mais nova,
ou a mais velha, ou a do meio, ou a sua prima. A melhor amiga também,
ou qualquer outra amiga...
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Eu sou a Vera e queria saber porque os
homens vão embora logo depois de transar com a gente no primeiro
encontro?
Drª.Lúcia: - Porque o encontro acabou. Caso contrário, seria casamento!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Me chamo Luciane e eu tenho um amigo
que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20cm. Acho que vai
ser doloroso, o que faço?
Drª.Lúcia: - Manda ele pra cá que eu testo pra você!!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Eu sou a Rosa e eu queria um conselho!
Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
Drª.Lúcia: - Tire a roupa! Se ele não te agarrar, caia fora que é gay!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Terminei com meu ex porque ele é muito
galinha e agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e as vezes
ainda fico com ele! O que devo fazer?
Drª.Lúcia: - Quem é mesmo a galinha nesta história?
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Rose e eu queria saber porque
os homens se masturbam mesmo quando são casados?
Drª.Lúcia: - Minha amiga...jogo é jogo...treino é treino!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Quero saber se a primeira vez dói.
Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não
aguentar...
Drª.Lúcia: - Dói tanto que você vai ficar em coma e nunca mais vai
levantar!... Deixa de ser fresca e dê de uma vez...ô Cinderela!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Bruna! Eu queria saber se
posso tomar anticoncepcional com diarréia...
Drª.Lúcia: - Olha...eu tomo com água, mas a opção é sua!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Me chamo Jefferson e eu gostaria de
saber como faço pra minha esposa gritar por uma hora depois do sexo!!!
Drª.Lúcia: - Limpe o pau na cortina!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Sou virgem e rolou pela primeira vez um
lance de fazer sexo oral. Terminei engolindo o negócio e quero saber
se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!!!
Drª.Lúcia: - Claro que corre o risco de ficar grávida! E a criança vai
sair pelo seu ouvido!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Meu nome é Suzi e eu gostaria de saber
qual a diferença entre uma mulher com TPM e um pitbull?
Drª.Lúcia: - O batom, minha filha!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é o Sílvio e eu gostaria de saber
porque esses furacões recebem o nome de mulheres?
Drª.Lúcia: - Porque quando eles chegam são selvagens e molhados e,
quando se vão, levas sua casa e seu carro junto com eles!
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Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Aqui é o Fred! Me tire uma dúvida...o
que são aquelas saliências ao redor dos mamilos das mulheres?
Drª.Lúcia: - É Braile e significa "chupe aqui"...
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Quero saber como enlouquecer meu
namorado, só nas preliminares.
Drª.Lúcia: - Diga no ouvidinho dele..."minha menstruação está atrasada"!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Sou feia e pobre. O que devo fazer para
alguém gostar de mim?
Drª.Lúcia: - Ficar bonita e rica!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Jaque! É o seguinte...o cara
com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser
alcoólatra. O que eu faço?
Drª.Lúcia: - Não deixe ele dirigir!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é o Gabriel, me diga, porque não
se pode confiar nas mulheres?
Drª.Lúcia: - Como alguém pode confiar em algo que sangra por cinco
dias e não morre?
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Léia, me diga, porque as
mulheres esfregam os olhos de manhã, quando acordam?
Drª.Lúcia: - Porque elas não tem um saco para coçar!
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Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Porque os homens adoram transar por trás?
Drª.Lúcia: - Para poder continuar assistindo tv e tomar cerveja sem
que vocês vejam...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dia das Crianças Vila das Torres

Dia das Crianças Vila das Torres

Gostaria aqui de agradecer a todos que puderam colaborar com o dia das Crianças da Vila Torres.

Foi um dia inteiro dedicado as crianças da comunidade. Varias atividades foram oferecidas às criancas. Musica, karaoke, teatro, histórinhas, jogos. Amigos da comunidade, evangelizadores, pastores, mestre de cerimonias deram sua palavras de muita energia para envolver mais as forças da Vila das Torres. Foi servido bolo a todos, com muita dignidade, no pratinho, com garfinho e guardanapos alem de refrigerante a vontade. Em seguidas saquinhos com brinquedinhos, balas e pirulitos foram entregues na mais pura organização. Segue o video com algumas fotos tiradas pelo celular.

O sorriso das crianças foi algo muito motivador. E transmito a todos nessas breves fotos a emoção captada.

Abraços a todos e o muito obrigado,

Tadeu

Convite para o lançamento da novelha "Os Bêbados Amam demais"

Amigos vale a pena conferir o Thadeu Wojciechowski

O escritor e compositor curitibano Antônio Thadeu Wojciechowski lança na próxima quinta-feira, dia 14 de outubro, o livro “Os Bêbados Amam Demais” no Café Parangolé. A obra, chamada pelo autor de“novelha” é uma ficção escrita em versos dodecassílabos e conta com a parceria de Alessandro Ruepel, oMagoo, como ilustrador.

Também conhecido como “Polaco da Barreirinha”, Thadeu nasceu em Curitiba, em 1950. Já publicou dezenas de livros em prosa e poesia; sozinho ou em diversas parcerias.  É letrista e compositor, autor de diversas canções gravadas por bandas como Beijo AA Força e Maxixe Machine, e também por ele próprio. Recentemente vem trabalhando com o também compositor Octávio Camargo e a cantora Bárbara Kirchnerno projeto “Língua Madura” unindo música e poesia.

Os textos do livro “Os Bêbados Amam Demais” já foram publicados em capítulos no blog do escritor. Mas para a publicação impressa receberam as ilustrações do Magoo, reforçando a estética punk do texto. O livro tem o formato de cordel e somente 300 cópias numeradas foram produzidas.

Leia a seguir, o que o autor escreveu sobre a obra:

Uma das coisas que sempre gostei muito de fazer na vida foi conversar com os clássicos. E entre essas aventuras do espírito A Divina Comédia é talvez a que mais me emociona, diverte, educa e forja meu espesso estilo novo. Escrever essa novelha, com certeza, foi uma diversão e tanto, principalmente, se vocês considerarem que foi escrita em 40 e poucas horas, em dodecassílabos, que acabaram por levar algumas rimas às mais exóticas paisagens, do céu, do inferno e do purgatório. A obra conversa com Dante Alighieri e estamos conversados. Publicada originalmente em meu blog polaco da barreirinha, trago agora para o papel no formato dos livretos da literatura de cordel, com ilustrações do talentosíssimo Magoo ou simplesmente Alessandro Ruepel, para os normais.

 
Data: Quinta-feira, 14 de outubro, 20h30min. (O Bar abre às 18h)
Local: Café Parangolé - Rua Benjamin Constant, 400, Centro, Curitiba.
O livro é formato de cordel, tem 52 páginas e vai custar R$ 10,00. Com edição de apenas 300 exemplares numerados para os amigos e colecionadores.

http://polacodabarreirinha.wordpress.com/

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma breve reflexão sobre a correria sem destino

 

ELIANE BRUM

 Reprodução

ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua(Globo).
elianebrum@uol.com.br

Na casa da infância do meu pai havia um relógio de parede. Era precioso e ainda hoje persiste, enquanto a casa vai virando natureza no meio do mato. Meu pai e sua família viviam na zona rural de Ijuí, no interior do Rio Grande do Sul, num povoado de colonização italiana chamado Picada Conceição. Lá meu avô plantava e socava erva-mate, numa lida cotidiana que envolvia os filhos homens. Minha avó e as filhas ocupavam-se com a polenta, as cucas e a sopa, as galinhas, as roupas, a casa. O relógio de parede marcava o tempo da vida, solene sobre a mesa das refeições de domingo. Cabia aos mais velhos dar corda no relógio. Mas às vezes alguém esquecia e o tempo escapava. Descobriam então a vida parada sobre suas cabeças.

E agora? Como saberiam as horas? Redescobriam o que fingiam não saber. O relógio era só o reconhecimento de algo que já estava lá de tantas maneiras. Era a máquina do tempo numa vida em que tudo que era vivo ao redor seguia seus próprios desígnios. Acordavam com o galo, seu relógio com coração, e seguiam o dia orientados pelo sol. Esqueciam-se de dar corda porque raramente o relógio era consultado. Gostavam de ouvi-lo tiquetaquear, apenas. Orgulhavam-se da engenhosidade de sua máquina. Eles que descendiam de mortos de fome do outro lado do mundo.

Depois de algumas semanas, o silêncio do relógio tornava-se incômodo. Sentiam uma vaga inquietação imiscuindo-se pelas paredes da casa, a desconfiança de que as máquinas não deveriam parar. Tampouco se arriscavam a deixá-lo assinalar horas erradas, desarranjando o funcionamento do mundo. Meu avô então designava um dos filhos mais velhos para buscar o tempo na cidade. E, claro, fazer algumas compras. A 13 quilômetros, a cidade ficava longe para quem só contava com suas duas pernas ou as quatro do cavalo, sempre requisitado para tarefas mais sérias. E nunca se ajeitava o cavalo ou se aprumava a aranha para uma missão solitária. Só iam até lá, onde se sentiam deslocados com suas roupas de roça, para se abastecer do pouco que não trocavam por ali mesmo ou não encontravam no bem abastecido bolicho do Tio Chico. E para se apossar do tempo.

Meu avô entregava a um dos filhos seu próprio relógio de bolso, sempre parado porque só era usado em casamentos e outras ocasiões solenes da vida pública dos homens. Preso a uma corrente encimada por uma moeda de prata com a efígie de Dom Pedro II, era das poucas riquezas materiais do meu avô, herdada dos que vieram antes. O encarregado guardava o relógio no próprio bolso, esforçando-se para não machucá-lo com os calos de uma mão feita na enxada, encilhava o cavalo e galopava até Ijuí. Lá, no centro da praça principal, dava as costas para a igreja católica e postava-se diante da evangélica – ambas de frente uma para a outra e em lados opostos. Era uma traição à sua fé, mas justificava-se. Era na torre dos evangélicos que se exibia um relógio onipresente. Seus ponteiros regiam as horas da cidade. É preciso compreender que naquele tempo relógios eram bens valiosos. E possuir o tempo era para poucos.

Com máxima dedicação, um dos meus tios dava corda no relógio de bolso e acertava os ponteiros. Conferia. Enfiava o tempo no bolso. E galopava de volta. Na infância do meu pai, o tempo chegava a cavalo. Meu avô acertava os ponteiros do relógio da parede e a máquina voltava a tiquetaquear sobre a família. A ordem se restabelecia.

Meu pai herdou este grande respeito pelo tempo. Cada um de seus três filhos ganhou um relógio ao completar 10 anos. Por alguma razão ele e minha mãe chegaram à conclusão de que esta era uma idade em que podíamos começar a nos responsabilizar pelo tempo, a carregá-lo no pulso. Era um presente muito esperado e a compra do relógio envolvia uma série de debates e incursões à relojoaria de confiança. Não só porque exigia um grande investimento financeiro para o padrão de nossas posses, mas porque embora os de pulso fabricados em escala tivessem mudado os hábitos, naquela época ainda nenhum relógio era qualquer. Lembro de ter ficado algumas noites sem dormir pensando qual era o melhor modelo porque, ainda que não compreendesse a dimensão filosófica da escolha, intuía a sua importância. Este relógio marcaria o tempo da minha vida inteira.

Percorro agora a linha do tempo da minha trajetória errática cercada por relógios. A começar pelo do computador onde escrevo. Tudo ao meu redor marca a passagem do tempo, do celular ao forno de micro-ondas. As horas estão por toda parte, mesmo que eu não as queira. O tempo e as máquinas do tempo converteram-se em mercadoria ordinária.

Nem lembro em que momento perdi meu primeiro relógio, o da vida inteira, nem sei quantos outros tive até decidir que não precisava carregar nenhum no pulso porque o tempo havia se banalizado ao meu redor. Desconfio que esta perda da solenidade dos relógios tenha relação com a perda da consciência do tempo na vida de todos nós. Tantas marcações por todos os lados e o tempo se esvai como se fosse barato como um relógio de camelô. Vendemos o tecido de nossas vidas por muito pouco porque confundimos tudo.

Meu avô sabia que tempo não era dinheiro. Nunca se iludiu a esse respeito. Ele, que acompanhava o ciclo da vida das plantas e dos bichos, que dependia da terra, das chuvas e das estações, sabia que o tempo é tudo o que há entre a vida e a morte. É a riqueza imaterial da vida de um homem, de uma mulher. Não tinha estudo para conhecer as moiras da mitologia, mas pressentia que a elas pertenciam os fios do seu destino.

É muito mais verdadeira do que alcançamos a frase que todos repetimos pelos nossos dias: “Não tenho tempo”. Mas não é corriqueira e muito menos é natural. É, na verdade, uma tragédia sem herói. Desconfie sempre do que parece um dado da natureza, algo da ordem imutável do mundo, do qual você não tem como escapar. Isto sim é ilusão criada e reproduzida. Só não conseguimos escapar da morte, mas podemos morrer em vida se entregamos nosso tempo. Talvez não exista nada mais importante do que pensar sobre o que você quer fazer com o tempo que é seu. Porque se não tem tempo para o que é importante para você, para as pessoas importantes para você, por alguma razão, em algum momento, você decidiu se desapossar de você. É preciso empreender este caminho sempre árduo de resistência e voltar a encarnar o próprio corpo.

Semanas atrás um jornalista gaúcho me perguntou se eu tinha me tornado “meio baiana”, agora que, na opinião dele, eu podia dispor do meu tempo. O preconceito era claro. E a provocação também. Respondi que a questão era de outra ordem. Gosto muito da Bahia e nunca vi ninguém trabalhar tanto quanto os nordestinos em São Paulo, se era a isso que ele se referia. Perguntei a ele, então, que se gabava de correr o dia inteiro (como alguém se orgulha disso?), o que tinha feito naquele dia. Do que ele se lembrava quando parava de correr, o que tinha sido importante naquelas 12 horas entre a manhã e a noite. Ele emudeceu, mudou de expressão várias vezes. Não sabia o que dizer. Tinha feito tanto e nada.
Acho que este é um bom exercício. Pelo menos para mim. Quero chegar ao final do dia e lembrar o que fiz sem esforço. E achar que vivi bem aquele dia. Que amei bem. Que trabalhei bem. Que estava lá.

Meu avô sabia que o tempo não pertencia ao relógio. O tempo não está fora, como somos levados a acreditar. Está dentro. Só nós podemos marcá-lo. É o que fazemos com nosso tempo que dá a medida da nossa vida.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

História da Polonia em 8 min Animação

Viva o povo Polones que após muitas lutas sobreviveu a tudo e hoje prova que é um grande país!

História da Polonia

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Leviatã pega

 

Acho que já falei aqui numa comadre minha que diz que tudo é trauma de infância. Inclino-me a concordar com ela e, muitas vezes, nem tenho de escarafunchar muito essa remotíssima fase de minha vida para descobrir a origem de certas inquietações do presente. O Leviatã é um exemplo claro, porque meu medo dele vem desde o tempo em que, no meio da livrama de meu pai, eu topava com as ilustrações de Gustave Doré para a Bíblia e lá estava o tremendo monstro, contra o qual, assegurava o texto, o bronze das espadas era palha, ou seja, não adiantava nada. E devo ter misturado isso com alguma outra ilustração, provavelmente do clássico de Thomas Hobbes intitulado Leviatã, com que também topei nessa época, tentei ler para ver se vencia o medo, não entendi nada, desisti e o trauma deve ter persistido, ou piorado.

Hobbes é comumente tido, numa simplificação bastante grosseira e mesmo injusta, como uma espécie de teórico do absolutismo. E foi assim que me falaram dele nas escolas. Para mim, o Estado hobbesiano, no qual o poder se concentra no que ele chama de “soberano” e o súdito não tem ingerência no governo, passou a ser definitivamente aquele monstro das ilustrações. Depois, com a leitura de 1984 e a chegada de um tempo em que, fotografados, filmados e gravados, estamos cada vez mais submetidos a alguma espécie de controle, ou pelo menos vigilância controladora, o bicho vem me assombrando bastante e devia assombrar vocês também, porque vamos facilitando, vamos facilitando e daí a pouco ele nos engole a todos.

E essa engolição não vai ter nem a colher de chá do Estado hobbesiano. Nele, de fato, o soberano detinha todo o poder, mas também tinha o dever básico de dar segurança ao súdito, pois, afinal só ela conteria o lobo do homem e era para isso que o pacto social existia. Aqui no Brasil, o nosso Leviatã já engole mais de um terço do que ganham os pobres e remediados (e nada dos verdadeiramente ricos) e não dá segurança nenhuma. Se esta for entendida como algo além de garantias contra a violência e abranger, por exemplo, a saúde, sabemos que o monstro, além de comer todo o dinheiro que pode, obriga os súditos a contratar planos médicos privados e nem mesmo estes resolvem, pois o bicho permite que façam o que bem entendam, inclusive tungar safadamente os que há décadas pagam por eles os olhos da cara.

O Leviatã de Gustave Doré, se bem revejo na mente as gravuras da infância, tinha tentáculos semelhantes aos de um polvo. É uma boa imagem para o que nos acontece hoje em dia, a toda hora um novo tentáculo se estendendo sobre nós, uma chuva de normas, cartilhas, orientações, admoestações, avisos, cobranças, proibições, restrições, instruções e assemelhados, vinda aparentemente de mil direções, que ninguém conhece direito e a que todo mundo obedece sem questionar. Sabe-se, mais ou menos vagamente, da existência de agências reguladoras hoje muito ativas, tripuladas por sabe-se lá quem, todas empenhadas em emitir regras para a nossa conduta. Ninguém elegeu esse pessoal, ninguém foi nem ouvido nem cheirado quanto à sua nomeação (vai ver que alguns, ou todos, foram ouvidos preliminarmente no Congresso, mas isso e nada todo mundo sabe que quer dizer a mesma coisa, até porque muitos dos nomeados para as agências devem ter sido indicados por deputados ou senadores), mas eles fazem o que querem e, mesmo quando quebram a cara, quem paga o prejuízo somos nós.

Cabe recordar, pela milésima vez, como uma espécie de dever cívico, aquela regulada que deram nos motoristas, obrigando todos a trafegar com um tal kit de primeiros socorros. Todos os donos de carro compraram o kit, que só tinha um fabricante, o qual, naturalmente, encheu o rabo de dinheiro, assim como, certamente, outros envolvidos na operação. Concluiu-se que o kit não valia nada e era até prejudicial, mas ninguém foi investigado e muito menos punido, os súditos morreram na grana que os espertalhões faturaram e ficou tudo por isso mesmo. Mais recentemente, veio o tal assento para crianças, que, de novo, beneficia fabricantes, ou fabricante, e é uma medida de meia pataca, porque não pode ser aplicada a táxis, ônibus e vans, além de causar problemas de vários tipos. Mas todo mundo se esquece disso, compra o raio da cadeirinha e segue obedecendo.

Torcer no futebol já está regulamentado, mas não é descabido prever que cada clube venha a ser obrigado a pagar danos morais ao juiz chamado de ladrão por seus torcedores. Curtir com a cara do perdedor, nem pensar. O técnico que ficar na beira do campo soltando palavrões também será multado e mal posso esperar o dia em que emanarão do banco instruções como “meu anjo, vê se te deslocas mais expeditamente!”. E o atacante vai pedir um cruzamento exclamando “alça-me o balão de couro, companheiro!”. Quanto a piadas, não só de futebol mas quaisquer outras, atualmente já proibidas em relação aos candidatos, certamente também serão objeto de restrições impostas pela necessidade de que vivamos numa sociedade absolutamente livre de discriminações ou preconceitos de toda espécie. Não pode piada que, de alguma forma, mostre qualquer categoria social ou humana sob uma luz considerada pejorativa. Ou seja, não pode piada nenhuma, mesmo porque as que se refiram a animais, como as de papagaio, estarão sujeitas ao crivo rigoroso do Ibama, pois nunca se sabe quando uma piada poderá induzir a um crime contra um animal protegido. Talvez se crie – e fica a sugestão, é mais uma porção de cargos para preencher – uma base nacional de piadas, cadastrando todas as permitidas, é só checar antes de contar. Agora que dá para comparar, o monstro de Gustave Doré não era tão feio assim, bons tempos.

João Ubaldo Ribeiro
Fonte:
O Estado de S. Paulo
Data: 15/8/2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Termometro masculino

O TEMPO PASSOU ... E ME FORMEI EM SOLIDÃO

José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... Casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas

– e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... Tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.

Pra quê televisão? Pra quê rua? Pra quê droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... Era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... Até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas.. Pra quê abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos, do leite...

Que saudade do compadre e da comadre !

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Curitiba da nossa infância

Uma viagem no tempo.

A gurizada de hoje não sabe o que é. 
Fechou a Curitiba onde nasci.
Só não fechou este meu tempo de guri"............viu guria!
Saudade da Curitiba dos meus tempos de guri.
Das partidas do "bete-ombro".
Do jogo de tique.
De pular corda e amarelinha riscada de giz na calçada.
Do jogo de búrico (bolinhas de gude, de vidro...). (não dou Volta, não vale fidusca...)
Dos treinos no campinho com as bolas de "capotão" da Casa Walter.
Saudade do jogo do bafo com as Balas Zequinha. Tinha Zequinha Médico, Zequinha Radialista, Zequinha Motorista, Zequinha Papai Noel (Esta era uma figurinha difícil, quase não saía. Só os mais afortunados conseguiam). Tinha até Zequinha Ladrão (e como tinha...). As figurinhas embrulhavam aquelas balas ruins, que ninguém chupava, mas que divertiram muito a piazada. No jogo do bafo era proibido cuspir na mão... O ciclo se repetia a cada ano.
Dos balões de São João que iluminavam as noites frias da Curitiba dos meus tempos de guri. Era Balão Caixa, Balão Mimosa, Balão Cruz. De todos os tamanhos e de todas as formas. Tinha uns grandes, tão grandes que até os bombeiros vinham ajudar na hora de acender a tocha. Os soldados vinham, erguiam a escada, seguravam a copa, o baloeiro acendia a tocha, o fogo ardia e o balão subia, espargindo parafina incandescente sobre a Curitiba dos meus tempos de guri. (nunca ouvi falar que um balão provocou um incêndio!).
Das raias (pipas, pandorgas...) que esvoaçam pelos campos da Galícia. Eram felizes os piás de Curitiba. Espremidos nas calças curtas os piás e as meninas nas suas saias de sarja azul marinho, toda pregueada, como mandava o uniforme escolar,levavam prá escola um punhado de bolachas Duchen e meia garrafa de Capilé. Às vezes, Crush ou Mirinda. Quando não, um suco de uva Grapete. Ou gasosa de framboesa DA Cini. Prá variar, Minuano. Tinha uns que levavam Bidu-Cola ou Guaraná Caçulinha, com bolacha Maria.
Aos domingos, faceiros, no terninho de marinheiro da Maison Blanche, iam à matinada do Cine Ópera para ver Tom e Jerry. As meninas, gabolas, enfeitadas em suas saias godê, da  Joclena, e blusinhas da Mazer, uma loja infantil ao lado da Gomel, na “Rua dos Turcos”.
A Maison Blanche era de meninos. A Joclena e a Mazer, de meninas. Para os sapatos tinha a Cirandinha.
Piá nenhum admitia vestir o tal de “brim coringa não encolhe”, aquele tecido azulão grosso, especialmente para macacão de mecânico, que hoje chamam de Jeans.
As meninas vestiam tafetá ou veludo,também em festas, os vestidos godê ponche feitos de organdi suíço.
Os meninos, terninhos de casemira. Quando muito, camisa Volta ao Mundo e calça de Tergal.
Piás felizes chutando bola, descalços, sobre as rosetas dos campinhos por todos os lados. (Tínhamos que tirar os sapatos para não gastar, senão a bronca vinha certa).
Esse tempo de guri acabou, assim como acabou a Modelar, a Casa Rosa, a Casa Vermelha, a Casa Sade.
Não tem mais a Casa DA Sogra do Aron Ceranko, presidente do Ferroviário (que também não existe mais). Não tem mais a Casa DA Pechincha.
Desapareceu o Louvre do Kalluf, assim como nos deixaram os fraternos irmãos Munir e o Padre Emir. Cadê seu Jamil e seu Miguel e a Capital das Modas?
Não tem mais a Casa das Meias do telefone 66-6666, nem o 444 DA Barão. E a Casa Edith, acredite, ainda tem, mas OS chapéus Prada não vende mais. E a Três Coelhos, em que cartola se meteu? Não tem mais Móveis Cimo.
Já não se ouve mais o apito DA Fábrica Lucinda.
Mudou a Casa Feres, “pequena por fora e Grande por dentro”.
As Casas Lorusso, “suba que o preço desce”, também desapareceram.
Fechou a Casa Dico,”Fique Rico comprando na Dico”, a Joalheria Pérola, do Kaminski, a Importadora Americana, do Marcos Salomão Axelrud, que vendia o Simca Chambord e o Simca Rally.
Desapareceram o Frischmann´s Magazine, assim como o Chocolate Basgal, DA Tiradentes.
Não tem mais a Tarobá, do Pedro Stier, em cujas vitrines o pioneiro Nagib Chede exibiu o primeiro programa de TV, no Estado do Paraná, projetado diretamente do último andar do Edifício Tijucas.
E o povo encantado via o Jamur em preto e branco, contando as notícias do dia.
Não tem mais o Cine Curitiba onde os piás trocavam Gibis do Capitão Marvel, pelos X-9 do Monte Hale.
Cadê o Cine América, o Palácio, o Broadway, o Avenida, o Ribalta, o Oásis, o Rívoli, o Vitória, o Marabá, o Luz, o Arlequim, o Ritz.
Até os filmes do Morguenau e do Guarani chegaram ao fim.
Acabaram as matinês do domingo a tarde (depois de enxugar toda a louça do almoço de domingo para a mãe).
Se você "aprontava" durante a semana lá se ia a matinê de domingo.
Era ficar na janela vendo os amigos irem, com um monte de gibis embaixo do braço.
Lembram que quando o "mocinho" beijava a mocinha todo mundo fazia barulho com os pés no assoalho de madeira do cinema?
Não tem mais o bar Pólo Norte, no fim do trilho do bonde da Colônia Argelina.
E o Lá no Lhum, da Barão?
E a Charutaria Liberty, na esquina da XV com Monsenhor Celso, para onde se mudou?
O Hermes Macedo, “Do Rio Grande ao Grande Rio”, que rumo tomou?
E o Prosdócimo, onde mamãe comprou a minha primeira Ralleig? (Era uma bicicleta preta, com frisos dourados e raios niquelados, importada, Inglesa). Quanto luxo. Sentia-me um Fittipaldi na boleia da sua Lotus).
E o Sérgio Prosdócimo, hoje, nem sabe disso. Ele também era um piá, nos meus tempos de guri
Não vejo mais as Óticas Curitiba, dos Irmãos Barbosa.
Onde foi parar a Casa Nickel, que vendia Chevrolet?
Desapareceram a Casa Londres e a Ottoni. O Lord Magazine, onde os almofadinhas compravam seus esporte-fino exibidos nos chás-dançantes de Medicina e Engenharia.
A Slopper também acabou. Mesmo fim levaram Calçados Clark, Lojas Ika e Pugsley.
Acabou-se o Café Alvorada do Senadinho. (onde um amigo meu ao mexer com a garçonete recebeu um bule cheio de café na cara).
Fechou o Ouro Verde, onde nasceu a Boca Maldita. Nem Café Marumby, nem Café Piraquara tem mais.
Apagou-se o neon da Caixa Econômica, na Praça Osório, com as moedinhas correndo e caindo no cofrinho.
E a farmácia Minerva, antiga, que vendia Zig e Mercúrio-Cromo e também Pasta Kolynos, Creme Dental Eucalol e Sabonete Lifebuoy. (Será que ainda existe o Talco Ross)? E o Rum Creosotado? E Auricedina? E a Pomada Minâncora? E o Vinho Reconstituinte Silva Araújo? E o Regulador Xavier: “número um excesso; número dois, escassez”. (!). E Antissardina. E o Creme Rugol. E as Pílulas de Vida do Doutor Ross, “fazem bem ao fígado de todos nós”.
Nem a Stellfeld, do relógio de sol sobrou, com suas prateleiras repletas de Cibalena, Varamon e Cafiaspirina, Glostora e Gumex.
Só o relógio de sol resistiu, como se a testemunhar os meus tempos de guri.
No Edifício Azulay ficava a Musical, onde comprei uma radiola marfim, para ouvir de Nat King Cole cantando “Catito”, nos long play da Chantecler. Ali também ficava a loja de calçados Pisar Firme. A Clark também ficava lá, assim como a Farmácia Colombo.
Fechou o Banco de Curitiba, quebrou o Banestado. E o Bamerindus? Ave, Avelino.
É verdade, o tempo passa, o tempo voa…
Cadê o Colégio Parthenon, o Iguassu (pagou, passou!) da Praça Rui Barbosa?. E a Escola de Comércio De Plácido e Silva, cuja diretora Juril Carnascialli encantava os seus alunos pela sua fineza de trato e cultura herdada do iluminado Josef de Plácido e Silva. Muito obrigado Juril.
E o Colégio Cajuru. Por onde andarão as suas alunas, tão bonitas e invejadas? Será que ainda usam o "Cabeção" em seus dias de Gala?
E as meninas do Sion com suas saias cor de vinho?
E as normalistas do Instituto de Educação por onde andarão?
Acabaram-se as empadinhas da Cometa, os queijos da Casa da Manteiga do amigo Guido, hoje Meritíssimo Desembargador. No Mercado Municipal tinha o Manquinho, da Mercearia Sulina. Só vendia o que era de primeira !! Ele mesmo dizia, aqui presunto, se quer mortadela vai em outro!!/*
A coalhada da Schaffer, o Toddy da Leiteria Viana, e o pão sovado da Berberi, em que forno se enfornou? Por que não tem mais Milo para beber com leite, era tão gostoso!!
E a pastelaria Ton Jan, da Marechal. Tinha pastel de carne e de palmito. E também o especial, com ovo e azeitona
Fechou a Churrascaria Bambu, a Tupã. Até a Caça e Pesca fechou. Alguém se lembra do Mitóca??
Não tem mais o açougue Garmatter e nem o Francês.
E o piá de pedra fazendo xixi na frente do Posto Garoto, cresceu?
Acabou-se o Rabo-de-Galo do Bar Americano e não tem mais a Carne de Onça do Buraco do Tatu. Nem o filé completo da Tingui. Nem a dobradinha do Restaurante Rio Branco. Do pastelzinho do Pasquale, nas manhãs dos sábados no Passeio Público, restou a saudade. E o Bar Palácio para as madrugadas, na saída dos bailes do Clube Curitibano ?
O Locanda Suíça desapareceu. Até o Gruta Azul sumiu.
O Jatão, em Santa Felicidade, travou a turbina e caiu. Desmoronou.
Nem a Maria do Cavaquinho, nem a Gilda, nem o Esmaga ou o Osvaldinho perambulam pelas portas da Velha Adega, na Cruz Machado, ou pela frente da Gogó da Ema na Comendador. Por ali onde andava o Saca-Rolha, nas tardes de sol, com o seu guarda chuva sempre fechado.
O Bataclã não desfila mais com o seu terno branco e cravo vermelho na lapela, pela frente do Fontana Di Trevi ou da Guairacá, na João Pessoa que virou Luiz Xavier.

Fechou a Curitiba onde nasci. Só não fechou este meu tempo de guri.
Não tem mais Leminski, nem Kolody. Dele, resta o lamento:
“Esta vida é uma viagem; pena eu estar só de passagem”
Dela, um alento: “Para quem viaja ao encontro do sol é sempre madrugada”
De mim, o consolo: “Saudade! és a ressonância
De uma cantiga sentida,
Que, embalando a nossa infância,
Nos segue por toda a vida”.
Curitiba querida, que bom que eu te vivi!
(Autor Desconhecido).

Que tal uma oxota hoje?

oxota

Essa é a "OXOTA", cerveja russa com 8% de álcool ( As brasileiras têm na média 4,5/5%).

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Como dirigir em Curitiba

Pequeno manual prático para dirigir em Curitiba. Conselhos e maneiras civilizadas para não atrapalhar a vida dos motoristas que, apesar de tudo e de todos, ainda sobrevivem neste caótico trânsito. A presente cartilha tem sido sistematicamente revista e ampliada para sua segurança.

1. No sinaleiro, deixe a maldita da primeira marcha engatada e, quando abrir o sinal, não vacile, arranque! Muito provavelmente o motorista de trás não é guarda de trânsito e não tem nenhuma obrigação de avisar que o sinal está verde.

2. Até o jacaré do Parque Barigui sabe que é preciso manter a devida e defensiva distância do carro da frente. Porém, distância é uma coisa e a lacuna de mais de 100 metros que se abre à frente é coisa daquele mesmo lerdo de sempre.

3. Carro não é uma jamanta. Portanto, não é preciso ocupar a pista da esquerda antes, para virar para a direita depois.

4. Quando um outro motorista sinaliza avisando que precisa entrar na pista em que você está, não seja mau caráter, deixe o outro filho de Deus passar. Não só o mundo dá voltas. O trânsito também e, certamente, isso vai acontecer com você um dia. Quando você se deparar com um carro tentando sair de uma garagem ou estacionamento, pare e faça um gesto de gentileza, ali pode estar nascendo uma bela amizade.

5. Faixas no asfalto das vias rápidas e ruas com mais de uma pista não foram feitas para enfeitar a cidade. Quem não aprendeu o suficiente para saber onde estão as rodas do seu carro, melhor andar de bicicleta, ali as rodas são vistas de onde você está sentado.

6. Quem não sabe fazer baliza, que tenha humildade. É preferível parar num estacionamento e não atravancar a vida de quem tem mais o que fazer. Mas isso não é motivo para xingar a mãe de ninguém.

7. É preciso deixar bem claro: se a sorrateira placa do radar diz 60, é 60 de verdade, não é 20 para inglês ver. Muito menos 80. Vale o que está escrito e a sinalização não é para fazer de conta.

8. O sol nasceu para todos e a vida anda muito corrida, não está fácil. Por isso, quem gosta de passear pela Avenida Batel a 30 km por hora, que pratique esse esporte radical numa madrugada de inverno.

9. Quem avisa, amigo é. Ninguém paga imposto para dar sinal de que vai entrar em alguma rua, caso perceba que tem algum motorista esperando aquela crucial decisão.

10. Para os que deixam o amado ou a amada na frente de casa, cenas de sexo explícito podem causar engarrafamentos. Reservem os amassos de despedida para um local apropriado. Certamente, aquele beijo de cinema não vai ser o derradeiro. Beijinho, beijinho, tchau, tchau!

11. Para os que não tiram o traseiro de uma Harley Davidson, escutem um bom conselho: por que o distinto não bota a orelha naquele escatológico escapamento aberto e acelera e acelera? Freud explica e só quem é surdo não sabe: o barulho da moto é inversamente proporcional à inteligência do motoqueiro.

12. Acidente de trânsito é para ver no jornal do dia seguinte. Ou o desinformado nunca viu umalanterna quebrada? Ninguém precisa ficar olhando com cara de otário para qualquer arranhão que sempre acontece no trânsito, e seguir em frente como se estivesse num cortejo fúnebre.

13. Se o condutor tem talento para comediante, todos reconhecem o artista com a cara colada no volante. Assim não é preciso usar o cinto de segurança. Num acidente, a cara do palhaço e o painel vão virar sucata, com ou sem cinto.

14. Rua não é cabine telefônica. O celular pode ser o mais caro e bonito da praça, mas não é de parar o trânsito. Quando você notar aquela mula no volante atendendo um celular, não se irrite, a conversa vai longe. Encoste o seu carro na primeira vaga e sente-se no meio-fio para chorar de esguicho.

Dante Mendonça (O Estado do Paraná/Tribuna do Paraná)

domingo, 15 de agosto de 2010

As dez leis mais bizarras sobre sexo

10. Proibido armar a barraca (Indiana, EUA)
9. Proibido sugerir uma transa (Ohio, EUA)
8. Proibido dar uns amassos no carro (Éboli, Itália)
7. Proibido sair do papai e mamãe (Virginia, EUA)
6. Proibido andar pela dão em casa ((ingapura)
S. Proibido fazer massagem (Toscana, Itália)
4. Proibido Juntar os traplnhos (Mississippi, EUA)
3. Proibido plastificar o bráulio (Bocaiúva do Sul, Brasil)
2. Proibido ser gay (Irã)
1. Proibido estuprar com máscara (De@yiare, EUA)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

Groucho Marx

Acho que a televisão é muito educativa. Todas as vezes que alguém liga o aparelho, vou para a outra sala e leio um livro.

As noivas modernas preferem conservar os buquês e jogar seus maridos fora.

Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro. Mas, custam tanto.

Não entro para clubes que me aceitam como sócio.

Eu bebo para fazer as outras pessoas interessantes.

Inteligência Militar é uma contradição em termos.

Estes são os meus princípios. Se você não gosta deles, eu tenho outros.

Eu nunca me esqueço de um rosto, mas, no seu caso, ficarei feliz em abrir uma exceção.

O matrimônio é a principal causa do divórcio.

O matrimônio é uma grande instituição. Naturalmente, se você gostar de viver em uma instituição.

Só há um forma de saber se um homem é honesto... pergunte-o. Se ele disser 'sim', então você sabe que ele é corrupto

u corri atrás de uma garota por dois anos apenas para descobrir que os seus gostos eram exatamente como os meus: Nós dois éramos loucos por garotas.

Eu pretendo viver para sempre, ou morrer tentando.

Eu não sou vegetariano, mas como animais que são

Eu fui casado por um juiz. Eu deveria ter pedido por um júri

Case-se comigo e eu nunca mais irei olhar para outro cavalo!

Inclua-me fora disso.

Por que eu deveria me importar com a posteridade? Ela nunca fez nada por mim.

"- Vamos descobrir um tesouro naquela casa?
- Mas não há nenhuma casa...
- Então vamos construí-la!"

Se acredito na vida após a morte? Não sei nem se acredito na vida antes da morte! Acho que acredito na morte durante a vida

terça-feira, 27 de julho de 2010

Fatos que identificam um pobre

1-Degustação em supermercado
Sabe aqueles balcõezinhos que de vez em quando aparecem no supermercado sempre com uma mocinha simpática e sorridente oferecendo alguma tranqueira pra você experimentar? Pois é, pobre adora isso. Quem é pobre adora comer qualquer coisa de graça. Experimenta até biscoito pra cachorro. Uma tristeza...

2-Comprar iPhone no MercadoLivre
Fala sério... Isso é caso pra internar. Você acha que um iPhone de verdade custa R$ 299,00??? Em qual planeta você vive? Além de pobre, é retardado.

3-Bíblia!
Todo pobre segue fielmente as instruções da bíblia. Principalmente aquela máxima "Crescei e multiplicai-vos." Deus deveria ter sido mais claro acrescentado: "Como humanos, não como coelhos!"

4-Telha e tijolo
A combinação é perfeita. Pobre atrai telha e tijolo feito ímã. Todo pobre que se preza tem que ter uma pilha de tijolo e telha no quintal.

5-Inclusão digital!
Inclusão digital é nada mais, nada menos do que um bando de pessoas pobres, burras e metidas tendo acesso de alguma forma (como LanHouses de R$:1,00 a hora, escolas públicas e etc.) a computadores com internet. Isso pode parecer bom, mas... Veja o que os pobres fizeram com o Orkut. Transformaram um site legal em um verdadeiro depósito de cyberlixo.

6-Grudar o sabonete velho que está acabando no novo que acabou de abrir
Nessa operação os pentelhos da sua sogra também participam, né?

7-Sandália Havaiana!
Meu amigo, presta atencão: só pode passear no shopping de sandália havaiana quem é rico. É fashion! Já o pobre passeando de havaiana é mulambento, não dá.

8-Usar terno no fim de semana!
Ou é pobre ou é crente... Cruz credo! Rico só usa terno no escritório ou em casamento.

9-Tapete na parede!
Compra na 25 de março um legítimo tapete persa made in paraguay e põe na parede, para ninguém pisar.

10-Festa no McDonalds!
Só pobre acha que festa naquela porcaria de lanchonete é chique. O cara comemora o aniversário dos filhos no Mac Donald's fica controlando o que a pirralhada come e depois soma os presentes recebidos para ver se a festa não deu prejuízo.

11-Lavar carro no fim de semana!
Santa pobreza! Voce já viu alguém da Barra da Tijuca ou Leblon lavando o carro? Em qualquer dia da semana que seja? Quem tem grana, manda lavar. A galera do salário mínimo acha que é programa de fim de semana lavar o chevettão 75, na calçada, com o som ligado a toda tocando funk pra todo mundo ver e ouvir em pleno sabadão... São criaturas dignas de pena!

12-Capinha de celular!
Além de ser coisa de pobre é muito boiola. Só viadinho pobre não gosta do celular riscado. Quem tem grana compra outro quando o celular fica riscado.

13-Tá zerinho-zerinho!
A criatura desorientada mantém por 15 anos colado no pára-brisa do automóvel aqueles selos de controle de qualidade, para fingir que comprou o carro "zero quilômetro".

14-Viajando de avião!
Quando viaja de avião, pela Gol, com passagem financiada em 15 vezes sem juros, põe no bolso aquelas pavorosas barrinhas de cereais pra dar pros filhos bixiguentos.

15-Strogonoff!
Se você perguntar a alguém qual é o prato favorito e a criatura responder "istrogonofi" pode ter certeza é pobre!

16-Viajar para Cabo Frio/Guarujá!
Quem tem grana viaja pra Nova York, Roma, Paris e Londres. Rico no máximo passa por essa miséria, por cima... de avião!

17-Crediário na C&A!
Fala sério! Só por que a Gisele Bünchen e a Daniela Sarahiba aparecem na Tv você acha que é roupa de rico? É roupa de pobre! Quase o fundo do poço, pois o fundo fica na Sulanca, lá em Pernambuco.

18-Baixar filme na Internet!
A porra do computador fica noites e noites inteiras ligado, baixando filmes.... Além de pobre é burro. Você acha que a energia elétrica é de graça? Aluga a porra do filme no Blockbuster que fica mais barato, otário!

19-Usar camisa de time na segunda feira!
Putz... Que nojeira! Usar a camisa do Corinthians ou Flamengo, na segunda feira só pra zoar a galera do trabalho é típico de quem mora na Freguesia do ó do fiofó ou em Rocha Miranda!

20-Cama beliche!
Móvel tipico dos pobres, que se reproduzem feito ratos e tem que dormir em algum lugar, uns em cima dos outros. Rico tem no máximo dois filhos. E cada um tem seu quarto.

21-Vou de Mercedes para o trabalho!
Com certeza, o canastrão que solta essa pérola está se referindo ao ônibus... Quem tem Mercedes, não fala que tem. Tem Classe A, tem A 160, CLK, e por aí vai... Quem tem Mercedes, tem até medo de falar que tem...

22-Laje!
Tem palavra que mais denota a pobreza do que... laje??! Por favor, se sua casa ainda não está pronta, seja mais refinado e diga: "Meu imóvel está na estrutura básica..." ou, simplesmente: "Ainda não está pronta"... Jamais diga: "Só tem a laje!". Além do quê, Laje (argh!) lembra palavras como garage(!), mirage (!) ou viaje(!!!), que, quando ditas desta forma, meu amigo, é porque a coisa está muito feia para o seu lado...

23-Samantha, Melanie, Stephanie, Jenniffer, Camille, Grace!
Sacanagem com a criança! Botar esses nomes é muito pobre e brega! Coloca um nome simples de todo mundo falar! O que há de errado com os nomes mais simples como: Maria, Ana, etc? Se você está pensado em colocar um desses nomes na bixiguenta que ainda está na sua barriga pelo menos não será preciso trocar de nome se ela virar prostituta.

24-Pobrema ou ploblema, iorgute, táuba, resistro, impim, mortandela, mendingo, tóchico, chalchicha, berruga, imbigo, framengo, curíntcha, fruzão, menas (esse é o pior), largatixa... Palavras mais utilizadas e daí vemos...é pobre! Se não é pobre, é pobre e ignorante, porque todo mundo pode aprender que não é menas, é menos; que não é resistro, é registro; que não é impim, é aipim; que você vai saltar no próximo ponto, não "soltar"!! Pedir para essas pessoas falarem palavras simples como paralelepípedo, helicóptero é uma afronta. Até porque não repetem a última sílaba mesmo. Fica qualquer coisa como helicópi, paralelepípo e por aí vai... Sem contar que nomes como Wellington, Washington, Wilson e Milton se tranformam em Uélitu, Uóchintu, Uílso, e Miltu... Camões se revira no túmulo a cada vez que ouve...

Casinha Rio do Nunes Inverno 2010

Casinha

segunda-feira, 26 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

ERRA UMA VEZ



nunca cometo o mesmo erro
duas vezes
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez


Paulo Leminski

L'ÊTRE AVANT LA LETTRE



la vie en close

c'est une autre chose


c'est lui

c'est moi

c'est ça


c'est la vie des choses

qui n'ont pas


un autre choix


Paulo Leminski

quarta-feira, 21 de julho de 2010

102 filmes para amantes da literatura brasileira

de André Gazola

  1. A Cartomante (2004) (baseado no conto de Machado de Assis)
  2. A Causa Secreta (1994) (adaptação do conto homônimo de Machado de Assis)
  3. A Dama da Lotação (1978) (da peça de Nelson Rodrigues)
  4. A Estrela Sobe (1974) (do livro homônimo de Marques Rebelo)
  5. A Falecida (1965) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)
  6. A Hora da Estrela (1985) (do livro de Clarice Lispector)
  7. A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965) (bas. na obra de João Guimarães Rosa)
  8. A Madona de Cedro (1968) (baseado no livro de Antônio Callado)
  9. A Máquina (baseado no livro homônimo de Adriana Falcão)
  10. A Marvada Carne (1985) (da obra de Carlos Alberto Sofredini)
  11. A Moreninha (1971) (da obra de Joaquim Manuel de Macedo)
  12. A Terceira margem do rio (1997) (baseado no livro “Primeiras Estórias”, de João Guimarães Rosa)
  13. A Vida dos Capitães de Areia (inspirado no livro “Capitães de Areia”, de Jorge Amado)
  14. Agosto (1993) (da obra de Rubem Fonseca)
  15. Ana Terra (1972) (da obra de Érico Veríssimo)
  16. As Confissões de Frei Abóbora (1971) (da obra de José Mauro de Vasconcelos)
  17. As Meninas (1995) (da obra de Lygia Fagundes Telles)
  18. As Três Marias (da obra de Rachel de Queiroz)
  19. Azyllo muito Louco (1970) (adaptação livre do conto “O Alienista” de Machado de Assis)
  20. Boca de Ouro (1962) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)
  21. Bonitinha mas Ordinária (1981) (da peça de Nelson Rodrigues)
  22. Brás Cubas (1985) (do livro de Machado de Assis)
  23. Capitu (1968) (da personagem do livro “Dom Casmurro”; de Machado de Assis)
  24. Caramuru – a invenção do Brasil (2001) (do livro do Frei Santa Rita Durão)
  25. Cristo de Lama (1968) (do livro homônimo de João Felício dos Santos. Vida e obra de Aleijadinho, escultor barroco)
  26. Dom (2003) (inspirado em “Dom Casmurro”, de Machado de Assis )
  27. Dona Flor e seus Dois Maridos (1976) (do livro de Jorge Amado)
  28. Engraçadinha (1981) (da obra de Nelson Rodrigues)
  29. Enigma para Demônios (1974) (baseado no conto “Flor, telefone, moça”; de Carlos Drummond de Andrade)
  30. Estrela Nua (1985) (baseado num conto de Clarice Lispector)
  31. Faca de Dois gumes (1989) (baseado num conto de Fernando Sabino)
  32. Feliz Ano Velho (1987) (do livro de Marcelo Rubens Paiva)
  33. Fogo Morto (1976) (bas. no livro de José Lins do Rego)
  34. Gabriela (1983) (do livro de Jorge Amado)
  35. Grande Sertão: Veredas (1964) (da obra de João Guimarães Rosa)
  36. Guerra de Canudos (1997) (com José Wilker) (inspirado na obra Os Sertões de Euclides da Cunha)
  37. Incidente em Antares (1994) (bas. obra de Érico Veríssimo)
  38. Inocência (1983) (do livro de Visconde de Taunay)
  39. Iracema, a Virgem dos lábios de mel (1979) (do livro de José de Alencar)
  40. Jorge, um Brasileiro (1989) (bas. no romance de Oswaldo França Jr.)
  41. Jubiabá (1983) (do livro de Jorge Amado)
  42. Kuarup (1988) (bas. no romance “Quarup” de Antônio Callado)
  43. Lavoura Arcaica (2001) (do livro de Raduan Nassar)
  44. Lição de Amor (1976) (bas. na obra “Amar, Verbo Intransitivo”, de Mário de Andrade)
  45. Lisbela e o Prisioneiro (2003) (da obra de Osman Lins)
  46. Lucíola, o Anjo pecador (1975) (do livro “Lucíola”, de José de Alencar)
  47. Luzia Homem (1984) (trechos do livro de Domingos Olímpio)
  48. Macunaíma (1969) (do livro de Mário de Andrade)
  49. Memorial de Maria Moura (1994) (do livro de Rachel de Queirós)
  50. Memórias do Cárcere (partes I e II) (1984) (do livro de Graciliano Ramos)
  51. Memórias Póstumas (2001) (da obra de Machado de Assis)
  52. Menino de Engenho (bas. no livro de José Lins do Rego)
  53. Meu Tio Matou um Cara (2005) (do livro de Jorge Furtado)
  54. Morte e Vida Severina e Quincas Berro DÁgua (1977) (sobre o poema de João Cabral de Melo Neto e o livro “A Morte e a morte de Quincas Berro Dágua”, de Jorge Amado)
  55. Navalha na Carne (1997) (da obra de Plínio Marcos)
  56. Noites do Sertão (1984) (da obra de João Guimarães Rosa)
  57. O Auto da Compadecida (2000) (da obra de Ariano Suassuna)
  58. O Beijo no Asfalto (1980) (da obra de Nelson Rodrigues)
  59. O Boca do Inferno (1974) (sobre o poeta baiano Gregório de Matos)
  60. O Bom Burguês (1982) (da obra de Oswaldo Caldeira)
  61. O Caçador de Esmeralda (1979) (sobre o poema de Olavo Bilac. História de Fernão Dias)
  62. O Casamento (1975) (apresentação Arnaldo Jabor. Baseado no romance de Nelson Rodrigues)
  63. O Corpo (2001) (bas. no conto de Clarice Lispector)
  64. O Cortiço (1978) (do livro de Aluísio Azevedo)
  65. O Grande Mentecapto (1989) (bas. no livro de Fernando Sabino)
  66. O Guarani (1996) (do livro de José de Alencar)
  67. O Homem Nú (1997) (da obra de Fernando Sabino)
  68. O Menino e o Vento (1966) (baseado no conto “O Iniciado do Vento”, de Aníbal Machado)
  69. O Meu Pé de Laranja Lima (1970) (da obra de José Mauro de Vasconcelos)
  70. O Pagador de Promessas (1962) (da obra de Dias Gomes)
  71. O Saci (1953) (baseado na obra de Monteiro Lobato “Pica-Pau Amarelo”)
  72. O Seminarista (1977) (da obra de Bernardo Guimarães)
  73. O Sobrado (1956) (bas. na obra de Érico Veríssimo)
  74. O Tempo e o Vento (1985) (da obra de Érico Veríssimo)
  75. O Vestido (2003) (bas. no poema “O caso do vestido”, de Carlos Drummond de Andrade)
  76. O Xangô de Baker Street (2001) (do livro de Jô Soares)
  77. Orfeu (1999) (bas. na peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes)
  78. Orfeu Negro (1959) (obra-prima de Marcel Camus; versão da peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes)
  79. Outras Estórias (1999) (da obra de João Guimarães Rosa)
  80. Para Viver um Grande Amor (1984) (Inspirado no célebre musical “Pobre Menina Rica” , de Vinícius de Moraes; com Patrícia Pillar e Djavan)
  81. Pastores da Noite (2003) (da obra de Jorge Amado)
  82. Perdoa-me por me Traíres (1980) (da peça de Nelson Rodrigues)
  83. Policarpo Quaresma, herói do Brasil (1998) (da obra de Lima Barreto)
  84. Quanto Vale ou é Por Quilo? (2005) (livre adaptação do conto “Pai Contra Mãe”; de Machado de Assis)
  85. Quincas Borba (1986) (do livro de Machado de Assis)
  86. Sagarana – O Duelo (1973) (da obra de João Guimarães Rosa)
  87. São Bernardo (1971) (do livro de Graciliano Ramos)
  88. Sargento Getúlio (1983) (da obra de João Ubaldo Ribeiro)
  89. Senhora (1976) (do livro de José de Alencar)
  90. Sinhá Moça (1952) (baseado no romance de Maria Dezonne Pacheco Fernandes)
  91. Soledade (1976) (da obra “A Bagaceira”, de José Américo de Almeida)
  92. Sonhos Tropicais (2002) (baseado no romance de Moacyr Scliar)
  93. Tabu (1982) (encontro de Oswald de Andrade e o compositor Lamartine Babo)
  94. Tati (1973) (da obra “Tati, a garota”; de Aníbal Machado)
  95. Tenda dos Milagres (1977) (da obra de Jorge Amado)
  96. Tieta do Agreste (1996) (baseado na obra de Jorge Amado)
  97. Um Certo Capitão Rodrigo (1969) (da obra de Érico Veríssimo)
  98. Um Copo de Cólera (1998) (da obra de Raduan Nassar)
  99. Um Só Coração (2004) (Rede Globo) (homenagem à cidade de São Paulo. Drama envolvendo os modernistas brasileiros)
  100. Vestido de Noiva (2006) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)
  101. Viagem aos Seios de Duília (1964) (do conto homônimo de Aníbal Machado)
  102. Vidas Secas (1963) (do livro de Graciliano Ramos)

Los amigos

En el tabaco, en el café, en el vino,
al borde de la noche se levantan
como esas voces que a lo lejos cantan
sin que se sepa qué, por el camino.

Livianamente hermanos del destino,
dióscuros, sombras pálidas, me espantan
las moscas de los hábitos, me aguantan
que siga a flote entre tanto remolino.

Los muertos hablan más pero al oído,
y los vivos son mano tibia y techo,
suma de lo ganado y lo perdido.

Así un día en la barca de la sombra,
de tanta ausencia abrigará mi pecho
esta antigua ternura que los nombra.

Julio Cortázar

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A letra "P" - Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso

   Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

   Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.

   Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.

   Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.

  Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

   Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. – Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

   Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

   Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

   Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

   Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.   Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

   Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...

  Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.   

  Pensei. Portanto, pronto pararei.

E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:

"O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma"

sexta-feira, 4 de junho de 2010

As vergonhas da fome

"A fome de um único homem/no mundo/é a minha fome." Os versos do a cada dia mais esquecido poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht, me vêm à lembrança, ao saber, na semana, da uma estatística estarrecedora. Segundo a ONU, 1 bilhão é o número - aproximado - , de famintos a habitar a Terra, até o final deste 2009.

Como diz Anna Karina, em "Pierrot, le fou", de Godard, (né mesmo, Almir Feijó?), ao ouvir no rádio do velho Peugeot, o número de vietcongs mortos na guerra do Vietnam: "Um absurdo que isso seja uma estatística!". E ficam sendo, leitor, só isso: abstrações, frios números que nada falam da tragédia, individualizada, de uma pessoa.
Acho que os humanos de boa vontade não suportaríamos sequer imaginar o que há por trás de cada um dos anunciados 1 bilhão de seres; muitos, neste momento, a comerem as próprias fezes.
Ou como naquela foto histórica, acho que da Etiópia faminta, em que os urubus rondam a criança que agoniza, esquálida, num chão de lama. Sinto vergonha de mim, sinto vergonha de nós, frente àquele registro que é mais do que um soco na cara!
Não precisa ir longe: numa de minhas viagens ao Mato Grosso do Sul, num roteiro de conferências, vi, à margem de muitas estradas, índios guaranis a estenderem os braços esquálidos e as mãos enrugadas, pedindo em sua língua engrolada, um pedaço de pão. Ou um gole cachaça - para anestesiar a fome, a angústia, a desgraça. Maltrapilhos e alcoólatras, molambos, os guaranis.
Antes de nós, sabemos, imponentes guerreiros, caçadores de estirpe...
No Nordeste brasileiro dizem que a coisa é pior, com ou sem Bolsa Família. E isso, repito, leitor, mais do que indignação, a mim me provoca vergonha, a suja vergonha de atirar ao lixo pão amanhecido ou os restos do jantar de ontem. Não, não é a consciência culposa de um burguês enfastiado. Migrante do norte pioneiro, filho de lavradores, por pouco, ao menos o escriba que vos fala, não chegou a engrossar essas ou outras hórridas estatísticas.
Talvez um golpe de sorte tenha livrado a mim e à minha família de não formar junto à legião de famintos aqui mesmo no País insolúvel. E daí que o escândalo, da recém-divulgada estatística da ONU, me envergonhe, além, claro, da natural indignação que provoca mesmo no mais insensível dos mortais.
Há um outro poema que talvez explique tudo, melhor do que Brecht ou as estatísticas.
É de um poeta salvado da fome, o nigeriano Uzodinma Iweala, 27 anos, autor de um romance notável - Feras de Lugar Nenhum. Eu o conheci na Flip-2006. Anotei num velho caderno, o que me ditou, e traduzo livremente do inglês: "Ao surdo ronco do estômago/ a minha fome/ mais do que de alimento/é fome de amor".

Precisa dizer mais?

Wilson Bueno (19/07/2009) O Estado do Paraná.

Paixão

paxa

Matéria, antimatéria e existência!


A ciência abre janelas para a realidade, mas nenhuma permite ver o que estaria além dessa realidade


NA SEMANA passada, manchetes traziam novas do Fermilab, o enorme acelerador de partículas situado nas vizinhanças de Chicago, nos EUA: "Nova pista para explicar nossa existência", escreveu Dennis Overbye, do "New York Times".

Interessante, esse título. Vários leitores escreveram reclamando da aparente necessidade de misturar ciência e religião até mesmo quando se trata de um experimento da física de partículas. Overbye cita Joe Lykken, um excelente físico teórico do Fermilab: "O anúncio não é equivalente a ver a face de Deus, mas os dedos do pé de Deus".

Lykken estava zombando de George Smoot, o prêmio Nobel que, ao revelar os resultados das investigações de sua equipe sobre as propriedades da radiação cósmica de fundo, produzida quando surgiram os primeiros átomos, afirmou que era como "ver a face de Deus".

Será que a existência de matéria e de antimatéria tem algo a ver com Deus? E, se não tiver, por que essa mania de invocar Deus quando se fala de cosmologia?

Smoot não é o único. O também vencedor do Nobel Leon Lederman escreveu um livro com Dick Teresi chamado "A Partícula de Deus".

Stephen Hawking, no seu "Uma História do Tempo", afirma que encontrar uma teoria final é como "conhecer a mente de Deus". Essas afirmações nos dizem não só algo sobre a expectativa do público, mas também sobre o papel cultural que físicos, especialmente aqueles trabalhando em questões ligadas a "origens", exercem. Sou tão culpado quanto eles, já que minha pesquisa trata de origens. Será que a física é a nova teologia?

De jeito algum. Confundir a prática da ciência com a religião é um erro grave. Por outro lado, a física moderna trata de assuntos que, por milênios, eram província exclusiva da religião. A cosmologia tenta construir uma narrativa que nos conta a história do cosmo. Esta história deve começar assim que o conceito de tempo passa a fazer sentido.

Portanto, a cosmologia não quer apenas explicar por que o Universo é do jeito que é, mas por que o Universo é. Se tivermos sucesso, entraremos numa nova era da história das ideias: ao ser capaz de explicar a Criação, a razão humana seria equacionada com... sim, a mente de Deus! Vemos que não é tão surpreendente assim encontrarmos essa metáfora nos textos científicos.

Ela revela ao menos parte das ambições do empreendimento cosmológico. Revela também, como argumentei em "Criação Imperfeita", a necessidade de exorcizarmos essa metáfora da ciência. Ela não só confunde as pessoas como está errada.

A questão do excesso de matéria em relação à antimatéria é essencial. Caso as duas existissem em pé de igualdade, não estaríamos aqui: quando matéria e antimatéria colidem, desfazem-se em radiação.

Portanto, o resultado do Fermilab, que reforça resultados antigos, mostra que a versão atual da física das partículas é incompleta. Por outro lado, a descoberta não tem nada a ver com os dedões de Deus ou outra parte da anatomia divina.

Ela é um triunfo da inventividade humana, irrelevante para a teologia. A ciência certamente abre muitas janelas para a realidade. Mas nenhuma delas nos permite vislumbrar o que ocorre além da realidade.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quer ser mais criativo? Então desacelere…

“As mentes são como pára-quedas: só funcionam se estiverem abertas.” (Ruth Noller – Pesquisadora da Universidade de Buffalo)

Você está satisfeito com sua criatividade?

O que você faz quando precisa ser mais criativo?

A revista NewScientist publicou, no último dia 30 março, um estudo que avalia o funcionamento cerebral de 72 voluntários. Ele sugere que quanto mais lenta a comunicação entre algumas áreas do cérebro, mais criativa uma pessoa se torna. Esse ritmo mais lento permite conexões entre idéias muito diferentes.

Em uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Rex Jung, professor do departamento de Neurocirurgia da Universidade do Novo México (EUA), um dos autores desta pesquisa, disse:

“A idéia criativa é normalmente descrita como algo vindo de um processo lento (ao tomar banho, ao acordar de um sonho, etc.). Parece que esses pensamentos mais lentos permitem que mais ‘nós’ do cérebro sejam conectados em formas mais novas e úteis, em contraste com o processo rápido de raciocínio que permite a alguém ter rapidamente uma resposta ‘certa’: a que já é conhecida”.

Para entendermos como isso funciona na prática, basta olharmos para uma criança. Eu tenho um filho de seis meses, e esta semana brincando com ele no chão da sala observei quando ele viu o jornal que estava em cima do sofá. Imediatamente ele engatinhou, ou melhor rastejou, pois ainda não sustenta o peso do corpo nos joelhinhos, e esticou o braço direito para alcançá-lo mas perdeu o equilibrio e caiu. Logo comentei com meu marido, que assistia a cena, “Ele acha que irá pegar o jornal, vê se pode? …” . Ele tentou uma, duas, três vezes sem sucesso, até que na quarta vez descobriu que esticando o braço esquerdo, que estava apoiado no chão, o direito poderia alcançar o jornal, e assim o fez.

O que pude aprender com essa situação foi:

  1. Para sermos criativos devemos ter claro o que queremos atingir.
  2. A necessidade fornece impulso positivo para o desenvolvimento de soluções criativas.
  3. Temos que ter muito cuidado com nossas crenças (Ele acha que irá pegar o jornal …), pois as irracionais podem duvidar da capacidade de se atingir o objetivo e “cortar” o fluxo criativo do pensamento.
  4. Criatividade tem a ver com explorar o desconhecido, e para isso precisamos ter em mente que frequentemente podemos errar. Tentar e errar faz parte do processo criativo.

O que acontece é que muitas vezes pelo receio do fracasso, nós adultos, acabamos não insistindo diante uma falha, ou pior, às vezes nem tentamos.

Só que cada vez que temos um resultado malsucedido, mais enriquecemos nossa percepção pois estabelecemos mais ligações de causa e efeito e mais identificação de correlações. Thomas Edison dizia: “Eu não fracassei, apenas encontrei 10.000 maneiras que não funcionaram”.

Alguns obstáculos para a criatividade:

  • No ambiente competitivo e aceleradíssimo em que vivemos hoje, temos a tendência de ficar no piloto automático para decidir, quase tudo, de forma mais rápida;
  • Dificuldade em lidar com a frustração de errar antes de acertar;
  • Sair da zona de conforto se está tudo bem com meu trabalho. O ser humano tem a tendência de poupar toda e qualquer energia para se preservar.
  • Somos educados para não sermos criativos, ao longo de nossa vida, nos diversos ambientes ao nosso redor, nos deparamos com muitos bloqueios mentais que podem inibir a nossa criatividade: família, escola, empresas, etc

A boa notícia é que da mesma forma que fomos educados para não sermos criativos, podemos nos propiciar um caminho inverso. Para isso é importante que nos desafiemos continuamente e estejamos preparado para quebrar alguns paradigmas (e eventualmente a cara)…

De acordo com o professor da Richard Florida, da Universidade de Carnegie Mellon, em Pittsburg na época atual a capacidade de realizar as tarefas corretamentes não é mais a mercadoria que os empregados vendem às empresas. Na era criativa, diz Florida, as pessoas vendem, acima de tudo, sua capacidade de pensar.

Então, vamos para a prática.

Como posso desenvolver mais a criatividade em meu dia a dia?

  • Seja curioso: evite reproduzir tarefas mecânicamente, isto faz parte dos papéis e responsabilidades de uma máquina. Busque as causas, os porquês, as implicações.
  • Dedique-se a algo para o qual não foi treinado. Fale com pessoas que não pertençam a seu círculo profissional para abrir seu angulo de visão. Identifique uma habilidade extra-profissional que ajudará muito a interpretar as oportunidades de maneira diferente.
  • Questione. Não existe inovação sem as perguntas: Por que ? Por que não ? E se ?. Peter Drucker já dizia que o importante não é ter as respostas certas mas saber fazer as perguntas corretas.
  • Bom humor ajuda a olhar os problemas de maneira diferente
  • Seja ousado. Pense naquilo que deve ser feito para satisfazer as causas dos problemas e não no que é permitido ser feito. As conciliações, adaptações e concessões fazem parte de uma segunda etapa.
  • Invista em ter idéias: associe, combine, modifique, adapte, aumente, diminua, substitua, reorganize, inverta as idéias que você têm. As combinações são infinitas. Steve Jobs costuma falar “Criatividade é conectar as coisas”
  • Faça outra coisa quando as idéias de esgotarem. Um café, uma caminhada, um banho relaxante favorecem a mudança de foco, a busca de outra perspectiva.
  • Nunca se contente com a primeira idéia que lhe ocorrer. Busque outras, outras e muitas outras e escolha a melhor.
  • Estimule seu cérebro também nas horas de lazer. Leia bastante, frequente cinema, teatro, exposições, toque um instrumento musical, viaje para conhecer outras culturas e tenha um hobby que exige atenção constante (esporte radical, jogos de computador, etc…).

Lembre-se, o núcleo do processo de aprendizado é a transformação de ações inefetivas em ações efetivas. Para isso é preciso encarar de frente uma situação insatisfatória presente para transformá-la em uma oportunidade de desenvolvimento e AGIR para transformá-la em satisfatória. Este é o circulo virtuoso que me trará mais tranquilidade, confiança e CRIATIVIDADE!

E você o que fará para aumentar sua criatividade no dia a dia?

Um abraço e conte com meu apoio !

Para saber mais:

A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.

sábado, 17 de abril de 2010

Larica Total com Chef Claude TroisGros

 

Ãh, Rã!?!

O grande mestre da culinária Chef Claude TroisGros visita o Larica Total e cozinha, junto com Paulo, desde carpaccio até rã. Isso mesmo. E tudo fica uma delícia. Um presente para os guerrelheiros.

domingo, 11 de abril de 2010

Ivo Vive!

Ivo Vive

Pensamentos de Impacto para analise

1 - Não nos podemos beijar os cotovelos.

2 - Originalmente a Coca-Cola era verde.

3 - Uma vaca pode subir a escada, mas não pode descê-la.

4 -No ano de 1997, a American Airlines economizou 40.000 dólares simplesmente retirando uma azeitona de cada salada servida na primeira classe.

5 - O percentual de território selvagem na África é igual a 28%. Na América do Norte é de 38%.

6 - Os reis das cartas do baralho representam também grandes reis da história: Rei de espadas - David / Rei de paus - Alexandre Magno / Rei de copas - Carlos Magno / Rei de ouros - Júlio César.

7 - Multiplicando 111.111.111 x 111.111.111 se obtém 12.345.678.987.654.321.

8 - Se em uma estátua equestre o cavalo tem duas patas erguidas, significa que o cavaleiro morreu em combate. Se o cavalo tem uma das patas anteriores erguida, o cavaleiro morreu pelas feridas adquiridas na batalha. Se as quatro patas do animal estão apoiadas, o cavaleiro morreu de causas naturais.

9 - Por lei, as estradas interestaduais dos Estados Unidos têm, pelo menos, uma milha em linha reta, em cada cinco. Essas linhas retas podem ser úteis como pista de aterrissagem em casos de emergência ou na guerra.

10 - O nome "Jeep" deriva da abreviação, em uso no exército americano, da expressão "General Purpose" (propósito geral), ou "GP".

11 - No Pentágono, existe o dobro de toaletes do que o número efetivamente necessário. O fato é que, na origem, em cada setor era previsto um banheiro para brancos, outro para negros.

12 - É impossível espirrar com os olhos abertos.

13 - Em média, um canhoto vive 9 anos a menos que alguém destro.

14 - O escaravelho pode viver nove dias, mesmo se privado da cabeça, depois do que morre de fome.

15 - Os elefantes são os únicos animais que não podem saltar.

16 - Normalmente, uma pessoa ri 15 vezes ao dia.

17 - Thomas Alva Edison tinha medo do escuro. Será por isso que ele inventou a lâmpada?

18 - Cervantes e Shakespeare, considerados os maiores expoentes da literatura espanhola e inglesa, respectivamente, morreram no mesmo dia: 23 de abril de 1616.

19 - A altura da pirâmide de Quéops é exatamente igual a um milionésimo da distância que separa a Terra do Sol.

20 - A palavra cemitério deriva do grego "koimetirion", que significa "lugar para dormir".

21 - Antigamente, na Inglaterra, as pessoas podiam manter relação sexual somente com uma autorização do rei. Com exceção dos membros (muito oportuno o termo) da Casa Real. Portanto, quem queria um filho, e conseguisse uma autorização, recebia uma tarja para ser afixada na porta de casa, com a seguinte inscrição: "Fornication Under Consent of the King" (fornicação sob consentimento do rei), depois sintetizada na sigla "F.U.C.K.". Daí, portanto, a moderna expressão americana.

22 - Durante a Guerra da Secessão, quando as tropas voltavam para os acampamentos depois de uma batalha, vinha escrito numa placa o número de soldados mortos. Se retornavam sem nenhum morto, se escrevia "Zero Killed" (zero mortos). De onde se extraiu a expressão OK, no sentido de tudo bem!