segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sede

Brahma, Bud, Skol, Antartica, Kaiser, Bohemia

Mas segunda só água!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vida

Vide vida
Veras vive vaidoso

Viajem vida
Veras vive voado

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Vocabulário da vida

Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo: É alguém que fica para ajudar, quando todos se afastam.

Caridade: É quando estamos com fome, só temos uma bolacha e repartimos.

Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar à nossa frente e estando apressados não reclamamos.

Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.

Inimizade: É quando empurramos a linha do afecto para bem distante.

Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Mágoa: É um espinho que colocamos no coração e nos esquecemos de retirar.

Orgulho: É quando somos apenas uma formiga e queremos convencer os outros de que somos um elefante.

Perdão: É uma alegria que sentimos e que pensávamos que jamais a teríamos.

Perfume: É quando mesmo de olhos fechados reconhecemos quem nos faz feliz.

Pessimismo: É quando perdemos a capacidade de ver em cores.

Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.

Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Solidão: É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e pedimos um rio inteiro.

Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Vaidade: É quando abdicamos da nossa essência por outra, geralmente pior.

por: Luiz Gonzaga Pinheiro

sábado, 11 de junho de 2011

A lista das 20 coisas que mais irritam no futebol brasileiro

1- Jogador escrevendo no Twitter. Quase sempre é baboseira

2 – A pessoa que, quando questionada sobre o time do coração, diz: Seleção Brasileira

3 – Os gritos de ‘O campeão voltou’. Todo mundo já foi campeão um dia

4 – Falta desnecessária de atacante em zagueiro quase na linha de fundo

5 – Juiz que dá cartão alegando simulação quando a falta foi clara

6 – Hino nacional antes dos jogos entre clubes

7 – Cobrança de falta do seu time por cima do gol no último minuto quando o jogo está empatado

8 – Jogador que faz sinal da cruz toda hora

9 – Proibição da venda de cerveja nos estádios

10 – Torcida que comemora cartão amarelo para o adversário

11 – Jogador cai-cai

12 – Comentaristas de arbitragem que erram mesmo vendo o replay

13 – Jogada ensaiada que dá errado

14 – Jogador que comemora o gol com os dedos apontados para o céu

15 – Transmissões que dizem ‘É o Brasil na Libertadores’. Como se o torcedor do Grêmio estivesse torcendo pelo Cruzeiro, por exemplo

16 – Programa esportivo que só fala dos clubes paulistas

17 – Torcedor de mais de um time. Os chamados mistos

18 – Gente que vai ao jogo com camisa de outro time. Bahia x Coritiba com camisa do Flamengo, por exemplo

19 – Ingresso caro

20 – Agora o maior de todos: escanteio curto. NUNCA acaba em gol!

Lista feita com: visões do blogueiro, comunidade do Futebol Alternativo no Orkut e Revista Placar

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Choque de gerações

dahmercartumchoque

Macho não chora na frente dos outros!

chargedahmer3

Retrato falado de alguns marginais

quando essa corja

que mandou fechar o Beto Batata

viaja ao exterior

gosta de freqüentar os bares e restaurantes

ouvir a música local

e deixar muitos dólares por lá
.

aplaudem de sair sangue na palma das mãos

e dizem à boca pequena:

“isso sim é um país de primeiro mundo”

eu olho-os e vejo uma caterva

boçal e ignorante

de caipiras endinheirados
.

não diferenciam um gaugin de um van gogh

mas querem se impor

querem mandar na conversa

como se espírito, inteligência e bom humor

fossem artigos de prateleira

e eles pudessem  comprar
.

mas a copa do mundo

e outros turistas do mundo todo

forjados na mesma escola vem aí

e querem jantar dançar ouvir curtir

mas o prefeito e o governador

estarão em buenos aires dançando um tango

.

antonio thadeu wojciechowski

Futuro projeto!

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Despertador eficiente!

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Se voce nao acordar no horario, uma nota previamente inserida é destruida!

segunda-feira, 21 de março de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Carta de um Bebum

O, meu amigo, Cer veja bem,
Campari as coisas e champanhe meu raciocínio:
A vida é Drurys, mas dá muitas vodkas;
Eu vinho de longe, só com um ponche nos ombros,
Estava kaiser desanimando, mas encontrei uma caipirinha
Ao passear no chopp, e me Amaretto nela.
Seu nome é Natasha, e apesar de já ter 51,
Estou vivendo uma paixão aguardente,
Por isso repisco:
Cer veja bem, nem tudo é rum,
E sempre pinga álcool de bom.

O menino que carregava água na peneira

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira

Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.

Manoel de Barros

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Em 20 anos no Brasil, celular foi parar nos tribunais e criou jurisprudência

Pedro Zaniolo

O aparelho que facilita a vida de milhares de pessoas está comemorando 20 anos no Brasil. Vilão para alguns, mocinho para a maioria, o celular chegou com preços exorbitantes: só possuía o aparelho quem tinha boa condição financeira. Hoje, a tecnologia tornou-se tão barata que o celular virou brinde, dependendo do tipo de linha que o consumidor escolher. Está em todas as classes sociais e circula nas mãos de usuários de qualquer idade: de crianças a idosos.

Junto com a evolução das tecnologias e das novas modalidades de prestação de serviços surgiram os problemas. De acordo com o diretor do PROCON/DF, Oswaldo Morais, só nos últimos dez anos, milhares de reclamações chegaram até o órgão: não reconhecimento de certas ligações; cobrança indevida; serviços não solicitados; consumidor sem vínculo com a operadora, porém recebendo faturas; planos diferentes do contratado por telefone. No entanto, nem sempre o consumidor tem causa ganha em razão das leis. “Uma comissão de alto nível, presidida pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está instaurada no âmbito do Senado Federal para propor a revisão do Código do Consumidor”, ressaltou Morais.

Durante essas duas décadas, chegaram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) recursos sobre os mais variados temas relacionados ao celular – ações sobre cobrança de impostos, abusos nos contratos com as operadoras, uso de créditos e até o porte do aparelho em presídios. É no STJ que se dá a palavra final sobre essas questões.

ICMS

Algumas empresas de telefonia cobravam o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no momento da habilitação da linha adquirida pelo consumidor. Em 2008, a Primeira Seção do STJ aprovou a Súmula 350 com o seguinte verbete: “O ICMS não incide sobre o serviço de habilitação de telefone celular”.

Para as empresas telefônicas, a cobrança do imposto estava de acordo com o Convênio ICMS n. 69/98, que inclui na base de cálculo do ICMS devido e cobrado nas prestações de serviço de comunicação os valores cobrados pelo acesso, adesão, ativação, habilitação, disponibilidade, assinatura e utilização dos serviços, como também os serviços suplementares e de facilidades adicionais, aplicados ao processo de comunicação, independentemente da denominação.

No julgamento de um recurso, o ministro Francisco Falcão, da Primeira Turma, ressaltou que, no ato da habilitação de linha do telefone móvel, não ocorre qualquer serviço efetivo de telecomunicação, senão disponibilização do serviço, de modo a assegurar a possibilidade de usufruir o serviço de telecomunicação (RMS 11.368).

Noutro recurso, a ministra Eliana Calmon, da Segunda Turma, assevera que deixou de existir a hipótese de incidência constante no Convênio ICMS 69/98, porque os serviços ali mencionados são apenas meios de viabilidade de acesso aos serviços de comunicação.

Para a ministra, a Lei n. 87/96 fez incidir o ICMS apenas sobre os serviços de comunicação (e de telecomunicações), o que não permite, pela tipicidade fechada de direito tributário, estendê-lo a serviços de preparação, como é o serviço de habilitação (Resp 710.774).

Furto ou perda

Em 2009, a Terceira Turma do STJ decidiu que, sendo comprovada a perda do celular em decorrência de caso fortuito ou força maior, a empresa telefônica deve fornecer ao cliente, de forma gratuita, outro aparelho pelo restante do período de carência ou reduzir pela metade o valor da multa a ser paga pela rescisão do contrato.

A discussão se iniciou quando o Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro ajuizou uma ação civil requerendo que a operadora se abstivesse de cobrar qualquer multa, tarifa, taxa ou valor naquela hipótese. O MP pediu também a devolução em dobro dos valores recebidos em decorrência do cancelamento do contrato, bem como indenização por danos materiais e morais causados aos consumidores.

O MP teve sucesso na primeira instância, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) excluiu a restituição em dobro da multa, mantendo a forma simples. A apelação do MP foi provida, tendo o TJRJ considerado abusiva a multa cobrada.

No STJ, a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, concluiu que é possível a revisão de contrato, já que a operadora vendeu o aparelho para o consumidor na expectativa de que ele usasse os serviços durante um tempo, e o consumidor se vê em condição de prejuízo por não poder utilizar o serviço. Neste caso, sendo fornecido outro aparelho ao cliente, ele deverá cumprir o contrato, sob pena de pagar a multa rescisória em seu valor integral. (Resp 1087783).

Validade dos créditos

Em 2009, os ministros da Primeira Turma do STJ rejeitaram recurso do Ministério Público Federal (MPF), que discutia a restrição do prazo de validade de 90 dias para o uso dos créditos adquiridos por cartões pré-pagos. Para o MPF, a cobrança ofenderia o princípio da retribuição/contraprestação.

O relator do processo, ministro Luiz Fux, entende que a ação civil não poderia ser reconhecida como uma ação referente a direitos disponíveis por tratar de interesses pessoais homogêneos. Ele afirmou que a admissão do recurso especial exige a demonstração das circunstâncias e fatores que se assemelham aos casos confrontados. (Resp 806304).

O Procon entende que o melhor para o consumidor é que não haja data de validade para utilização dos créditos pré-pagos de celular, em homenagem ao direito de escolha e ao princípio da boa-fé objetiva, consagrados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Uso por presidiários

A partir de março de 2007, o porte de aparelho celular ou dos seus componentes dentro da cadeia passou a ser considerado falta grave, de acordo com a Lei n. 11.466/07, que alterou o artigo 50 da Lei de Execução Penal (LEP).

Essa foi a decisão da Quinta Turma do STJ quando concedeu habeas corpus para anular a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que anotou o porte de celular como falta grave na folha de antecedentes de um preso, em 2005, após uma revista.

De acordo com o relator do processo, ministro Arnaldo Esteves Lima, a Lei n. 11.466/07 deve ser aplicada corretamente, por tratar de pena mais gravosa, e não pode retroagir em prejuízo do preso (HC 101262).

Em outro precedente, a ministra da Quinta Turma, Laurita Vaz, determinou que o presidiário que cumpria regime semi-aberto voltasse ao regime fechado após ser flagrado com dois chips de celular dentro da prisão. Para a relatora, ter um chip no presídio, acessório essencial ao funcionamento do aparelho telefônico, tanto quanto ter celular caracteriza falta grave. Segundo a ministra, permitir a entrada fracionada do celular seria estimular tentativas contrárias às medidas disciplinares da Lei de Execução Penal.

Clonagem

Em 2010, a empresa de telefonia móvel Vivo S.A. viu confirmada a condenação para indenizar um consumidor do estado do Amazonas em R$ 7 mil. Ele teve clonado o número por falha na segurança da empresa. Essa decisão foi mantida pela Quarta Turma, que corrigiu o valor da reparação a partir do julgamento no STJ, ocorrido em junho.

Para o juiz de primeira instância, a empresa deve garantir segurança do serviço que coloca à disposição no mercado, e com isso arcar com os prejuízos inerentes ao risco de sua atividade. A indenização fixada em R$ 38 mil em primeiro grau foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

No STJ, o relator do processo (Resp 114.437), ministro Aldir Passarinho Junior, considerou o valor arbitrado elevado, já que, em casos semelhantes, a indenização fixada foi bem inferior. Por isso a Turma diminuiu a reparação para R$ 7 mil.

Transferência indevida

A empresa Telepisa Celular S/A teve de pagar indenização por dano moral e material a Geraldo dos Santos, do Piauí, por ter transferido linha telefônica e inscrito o nome do consumidor em cadastro de inadimplentes, fato ocorrido em 2005 (Resp 696101).

A decisão foi da ministra Nancy Andrighi, da Terceira Turma, que negou seguimento a recurso com o qual a empresa pretendia ver reconhecida a culpa exclusiva na produção do dano.

Após ver seu nome vinculado injustamente à lista de inadimplentes, Geraldo pediu reparação por danos morais e materiais por meio de ação de indenização. O Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) deu parcial provimento ao apelo, fixando os danos morais em R$ 5,2 mil e materiais em R$ 2,6 mil, valor igualado à dívida feita por terceiro e entendida pela empresa como sendo de Geraldo.

No STJ, a empresa alegou violação do artigo 14, parágrafo terceiro, do CDC por não ter o tribunal de origem reconhecido a culpa exclusiva de terceiro no evento danoso.

Para a relatora do processo, a empresa não conseguiu apontar o dispositivo de lei que teria sido violado pelo TJPI e a suposta violação do CDC. Afirmou a ministra que o foco da irresignação da Telepisa Celuar volta-se para o não conhecimento da culpa exclusiva de terceiro na produção do evento danoso. “Sendo cediço que o STJ em sede de recurso especial, toma em consideração os fatos tal como delineados no acórdão recorrido, suposta modificação do julgado importaria no reexame desse acervo, procedimento vedado em sede de recurso especial, a teor da Súmula 7/STJ”, considerou a ministra.

Saideira

sarney

domingo, 30 de janeiro de 2011

Será que máquinas podem amar?


Qual o nível de sofisticação cognitiva necessário para uma criatura se apaixonar e sentir efetivamente o que é o amor?

FIM DE SEMANA passado, revi o clássico de ficção científica "Blade Runner: o caçador de androides", de 1982, baseado no livro de Philip Dick. O filme, dirigido por Ridley Scott e estrelado por Harrison Ford, passa-se em 2019, numa Los Angeles futurística. O enredo levanta questões sobre a relação homem e máquina que devem ser revisitadas. Pela perspectiva de 2011, a primeira coisa que notamos é como a visão de futuro do filme está errada.
Carros voam e Los Angeles, sob forte e constante chuva, está entupida de gente e sob noite eterna. Parece mais Xangai na hora do rush do que a ensolarada casa de Hollywood.
Todo mundo fuma, até os androides. Difícil entender porque alguém queira viver por lá. Mas o filme gira justamente em torno da vida: do desejo de se estar vivo.
O casamento da engenharia genética com a inteligência artificial atingiu um nível de sofisticação que hoje não passa de um sonho. Várias corporações produzem robôs/clones chamados replicantes. A Tyrell Corp., controlada pelo cientista Eldon Tyrell, tem como slogan "replicantes genéticos: mais humanos do que os humanos".
Mas os androides foram banidos da Terra e trabalham como escravos em colônias do sistema solar. O enredo revolve em torno de quatro replicantes perigosos, que escaparam e se escondem no caos da cidade.
Voltaram à procura de seu criador, Dr. Tyrell, para convencê-lo a aumentar seu tempo de vida, que é limitado a quatro anos. Máquinas tocadas pela vida querem viver mais: primeiro tema importante.
Enquanto isso, Dr. Tyrell desenvolveu um novo projeto: Rachael, uma replicante belíssima que não sabe se é humana ou máquina.
Tyrell implantou memórias em Rachael, usando a vida da sua sobrinha. Orgulhosa, Rachael mostra a foto de quando tinha seis anos, ao lado de sua "mãe". Quando você tem um passado, já não é mais um robô: outro tema importante.
Ford é um "blade runner", um destruidor de replicantes. Ele submete Rachael ao teste de Voigt-Kampff (fictício) que determina se uma criatura é humana ou não.
Mas os resultados são ambíguos. Temos o Teste de Turing, que tenta discernir entre humanos e computadores através de perguntas feitas em terminais. O assunto é controverso, mas algumas máquinas já conseguem enganar humanos.
No filme, os androides são inteligentes e belíssimos, quase deuses. Ford se apaixona por Rachael, e a ensina a "amá-lo" de volta. Ou iludi-lo que o ama. Qual o nível de sofisticação cognitiva necessário para uma criatura sentir amor?
Existem inúmeros exemplos na literatura de humanos que amam autômatos ou humanoides: Pigmalião se apaixona pela estátua que esculpiu; no conto de Hoffmann, Nathanael se apaixona pela autômata Olímpia; Geppetto e Pinóquio etc.
Muita gente já procura a companhia de robôs. No Japão, androides são criados para fazer companhia aos idosos solitários, crianças brincam com robôs e bonecas sexuais custam milhares de dólares.
Se as pessoas carentes se contentam com menos, enquanto robôs ficam cada vez mais "humanos", não é difícil antever futuras uniões entre humanos e máquinas. Mas quando, então, deixaremos de chamá-los de "máquinas"?

Marcelo Gleiser (Rio de Janeiro, 19 de março de 1959) é um físico, astrônomo, professor, escritor e roteirista. Conhecido nos EUA por seus lecionamentos e pesquisas científicas, no Brasil é mais popular por suas colunas de divulgação científica na Folha de S.Paulo, um dos principais jornais do país. Escreveu sete livros e publicou três coletâneas de artigos. Já participou de programas de televisão do Brasil, dos EUA e da Inglaterra, entre eles, Fantástico. Em 2007, foi eleito membro da Academia Brasileira de Filosofia.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dicas para fazer amor na idade mais avançada

1. Use seus óculos. Certifique-se de que sua companhia esteja realmente na cama.

2. Ajuste o despertador para tocar em três minutos, só para caso de você adormecer durante a performance.

3. Acerte com a iluminação: Apague todas as luzes!

4. Deixe seu celular programado para o número da “EMERGÊNCIA MÉDICA”

5. Escreva em sua mão o nome da pessoa que está na cama, no caso de não se lembrar.

6. Fixe bem sua dentadura para que ela não acabe caindo debaixo da cama.

7. Tenha DORFLEX à mão. Isto, para o caso de você cumprir a performance! 

8. Faça o quanto de barulho quiser. Os vizinhos também são surdos... 

9. Se tudo der certo, telefone para seus amigos para contar as boas novas.

10. Nunca, jamais, pense em repetir a dose.

11. Não se esqueça de levar 02 travesseiros para coloca-los sob os joelhos, para não forçar a artrose.

12. Se for usar camisinha, avise antes ao "bilau" que não se trata de touca para dormir, senão ele pode se confundir.    

13. Ah! O mais importante, não se esqueça de tirar a parte de baixo do pijama, mas fique com uma camiseta para não pegar gripe.